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Historias parte 2

Vinho velho em odre novo

      Nada alem de historia pois historia deve ser falsa
      Sir Robert Walpole

Qualquer grande historia estabelecida a respeito de raças é suspeita, pois nós simplesmente não temos como saber os fatos verdadeiros da formação delas. No caso de nossa raça acredito que o (English) Bull Terrier foi usurpada por escritores contemporâneos (era muito mais fácil fazer isto do que ser pego sem historia nenhuma). Ao pesquisarmos a historia de nossa raça, é importante mantermos estes princípios em mente:
1- Nomes tendem a mudar
2- Cães de show tendem a mudar de aparência
3- Cães criados para performance são mais sujeitos a se manterem da mesma forma, ainda que eles tenham menos uniformidade lateral
4- Um cão branquicefalo, como os homens de rinha costumam dizer, ''não tem boca'', então ele seria útil para lutar.
5- Obras de arte são nossa melhor ''janela para o passado'', porque nem sempre temos certeza do que escritores de outras eras estavam falando quando usavam os nomes das raças.
As séries de artigos de vários escritores lançando a questão sobre a raça foram publicados pelo Bloodlines Journal. Elas estão reproduzidas aqui.

''O que há no nome?''

                   (publicada em setembro-outubro na edição de 1974)

É de comum conhecimento que mesmo os devotos do Staffordshire Terrier estavam muito insatisfeitos com o nome dado á raça dele pelo American Kennel Club. Eles queriam o nome - American (Pit) Bull Terrier - pelo qual a raça era conhecida por mais de 100 anos, mas o (english) Bull Terrier já estava firmemente estabelecido no AKC, e os donos do English Bull Terrier o registraram com sucesso para evitar que qualquer outra raça use o nome.
Como o nome American (Pit) Bull Terrier estava sendo o nome aceito pela maioria dos criadores por pelo menos cem anos. Pode vir a ser uma surpresa para muitos saberem que ele não foi universalmente aceito quando foi adotado pela primeira vez no United Kennel Club. Muitas autoridades achavam que a raça deveria ter um nome próprio e que o termo Bull Terrier nem sequer deveria ser usado. O problema era que nome usar? A raça era (e ainda é) geralmente chamada de ''Buldog'' em conversas casuais entre a maioria dos criadores. O American (pit) Bull Terrier foi e é feito um nome formal da raça para ser usado em publicações. Outros apelidos ocasionalmente usados foram o ''Pit Bull'', o ''Pit Bulldog'' e até mesmo o ''Pit Terrier''.
Esta confusão de nomes é um resultado direto da incerteza da historia da raça. É difícil rastrear a historia de praticamente todas as raças de cachorros por causa da escassez de referencias a raças específicas em publicações recentes e por causa das contradições e ambigüidades nos trabalhos sobre cães produzidos por diversos escritores. A historia do American (Pit) Bull Terrier é especialmente negra e incerta porque mesmo nos tempos antigos, suas atividades e sua existência foram mantidas relativamente em segredo. Contudo, existem algumas referencias a cães de luta mesmo em escritas que existiam antes da era Cristã. Quando entalhes e gravações ou outras representações destes animais são examinadas, podem-se claramente ver que elas se encaixam nos parâmetros do estoque moderno do APBT. Pinturas e marcas em madeiras feitas do Bulldog original mostram que ele se parecia com o American (Pit) Bull Terrier moderno. Se o Bulldog se parecia originalmente com nossa raça e já era ágil como ela, então a velha historia sobre a origem da raça ser o resultado do cruzamento do Bulldog com o Terrier se torna uma ''hipótese descartável'' e deve ser cientificamente rejeitada.
Um estudante de qualquer historias de raça descobrirá que passará alguns momentos monótonos na livraria lendo cuidadosamente publicações que contém apenas referencias ocasionais aos cães. Ele logo descobre que antigas obras de arte são a mais confiável fonte para sua pesquisa. Ele, subseqüentemente, se torna uma preocupação para seus amigos quando em galerias de arte ou livrarias não der a mínima para os vús nas pinturas e se concentrar em qualquer cão que se aparecer no fundo. A empolgação da descoberta de informações pertinentes torna tudo um pouco mais prazeroso pela raridade de tais ocasiões. É o tipo de coisa que pode ser completamente suplementar, e eu ainda me encontro envolto em tentar investigar fatos sobre a historia da raça. A seguir a historia do APBT que parece se encaixar em todo os fatos.
Quando o homem usou os cães para caçar pela primeira vez. Homem e cães eram verdadeiramente parceiros na caça. Um grupo de homens e cães trabalharam juntos na perseguição e abate da presa, e eles participavam juntos na matança. Destes cães surgiu, os farejadores e os de caça. Em cada um destes grupos existe um grau de especialização que os mudou consideravelmente ao longo dos incontáveis anos de sua existência.
Os diversos cães de caça (melhor representados pelo Greyhound) foram criados para serem velozes na perda de sua habilidade de luta e perseguição. Eles foram usados principalmente para alcançar presas menores e para manter outras presas em ritmo lento para que os caçadores pudessem alcança-los. Representações destes tipos de cães existiam claramente nos tempos do Egito antigo.
Os cães farejadores (e.g. The Redbone, Walker, Plott, etc.) foram desenvolvidos para rastrear e localizar a presa para os caçadores. Não havia a intenção de que eles ajudassem a mata-la, mas eles desenvolveram uma habilidade maravilhadora de rastreamento e um bonito ladrido que comunicava a seus donos não só onde eles estavam rastreando mas (na mudança em intensidade e entoação do ladrido) o quão próximo estava à presa.
Os cães de luta a princípio eram provavelmente mantidos em coleiras ou levados ao local e usados, uma vez que a presa havia sido localizada pelos farejadores(eles ainda são ocasionalmente usados assim). Eles não tinham nem rapidez dos cães de caça e nem a habilidade de rastreamento dos farejadores, mas eram tão competentes em sua área de especialidade quanto os outros cães eram nas deles.
É interessante notar que freqüentemente o Bulldog era referido como um tipo de cão de caça nas primeiras publicações sobre o assunto. Referiam-se a ele também ocasionalmente como um Mastiff ou Alaunt então é bastante aceitável que estes termos em algum ponto se referiam basicamente a mesma raça de luta que variou em tamanho e em estatura de alguma forma pelo mundo.
Aproximadamente há uns 300 anos atrás, uma aberração foi desenvolvida da raça do Bulldog que ficou mantida unicamente como uma curiosidade, pois tinha uma aparência humana. Era o tipo branquicéfalo ou ''focinho achatado''. Ele era inútil para lutar por não ter as longas mandíbulas punidoras, mas era ainda sim chamado Bulldog porque era somente uma espécie malformada da raça. Por causa de sua aparência cômica, era preferível mantê-lo como um animal de estimação do que como seus ''irmãos'' eram mantidos (ganhando a vida na caça ou no rinhadeiro). A ironia é que aos olhos do publico o termo Bulldog se tornou associado mais com a deformidade do que com a raça original.
Por volta de 1850 um homem chamado Hinks (de acordo com seu filho) produziu o (English) Bull Terrier cruzando o tipo de Bulldog ''focinho achatado'' com o Old English White Terrier (hoje extinto). Recentes desenhos de alguns dos primeiros indivíduos desta mistura mostraram que eles tinham o focinho retrorfo do tipo Bulldog mal formado. Uma procriação seletiva provavelmente produziu o focinho alongado que as espécies de hoje tem. Portanto achamos que o American (Pit) Bull Terrier não seja tão proximamente relacionado ao Bull Terrier como foi sugerido anteriormente.
Por causa da historia incerta da raça, muita confusão tem sido criada na mente do publico sobre o APBT e sua relação com outras raças. E ainda o fato de nomes e apelidos das raças serem usados relaxadamente não tem ajudado em nada. Conseqüentemente, o iniciante nesta raça leva um tempo colossal tentando aprender os nomes corretamente. Com este fato em mente, estou fornecendo um glossário. A maioria das informações é aceita como fato, mas coloquei parênteses em minhas próprias conjecturas - mesmo elas sendo baseadas em evidencias sólidas.

Glossário de apelidos e nomes de raças

Note que aqueles nomes de raças aceitos são tratados como substantivos próprios e são portanto escritos com letras maiúsculas. Apelidos são tratados como termos genéricos e portanto não estão em letras maiúsculas. É difícil desencorajar o uso de apelidos principalmente quando o nome formal é um nome grande e de difícil pronuncia como o da nossa raça. Mas o tratamento que sugiro ser dado aos apelidos irá nos ajudar a não esquecermos que eles são somente isto, menos apelidos.


American (Pit) Bull Terrier... o descendente direto de gerações incontáveis de cães de caça. Embora conhecido primeiramente como um lutador sem igual, esta raça provou ser útil no controle de animais predadores e também como cão apanhador e cão de guarda acontece ser também um bom cão caseiro.


American Staffordshire Terrier… o complemento do APBT. Exceto por algumas raças de caça que são duplamente registradas, não é de se esperar que estes cães sejam tão corajosos quanto os APBT ou que tenham a mesma habilidade.

Bull Terrier...um cão que foi produzido (por volta de 1850) da mistura entre o Bulldog tipo branquicéfalo e o Terrier. A despeito da opinião popular contraria, esta raça, por causa da agilidade e gamesess insuficientes, nunca foi consistente usado como cão de rinha.


Bulldog...o tipo de Bulldog Branquicéfalo agora leva o nome de seu progenitor, o velho e original Bulldog (agora conhecido como American Pit Bull Terrier). Hoje o relacionamento com a APBT é exatamente remoto porque as raças tem sido reproduzidas separadamente por tanto tempo. Na verdade, a única coisa que estas raças tem em comum é que são ambas cachorros.


Bulldog...apelido para o American (Pit) Bull Terrier (é importante notar uma vez mais que o APBT quase certamente foi a raça original que ficou conhecida como o Bulldog).


Pit Bull... outro apelido para o APBT que tem sido usado por pelo menos 200 anos (provavelmente para distingui-lo do ''Bull'' branquicéfalo) para uma confusão maior, o pessoal do Bull Terrier usa algumas vezes este termo para se referir á sua raça, provavelmente com uma noção errada de que seus cães são, ou foram, usados no rinhadeiro.


Staffordshire Terrier...antigo nome do AKC para o American Staffordshire Terrier.


Staffordshire Bull Terrier…um cão inglês que descende de muitos dos mesmos ancestrais do APBT. Contudo, tem sido reproduzido com linhagens diferentes do American Staffordshire Terrier e que tem pouca similaridade com o American (Pit) Bull Terrier.

Yankee Terrier...um nome que foi preparado quando a AKC se recusou a registrar o American (Pit) Bull Terrier sob seu próprio nome. Por alguma razão ,este nome foi, também rejeitado.

O American Pit Bull Terrier

Uma breve historia de uma grande raça

Quando as legiões romanas conquistaram a Grã-Betanha, eles civilizaram os selvagens, construíram estradas, templos, fortalezas, cidades, estabeleceram uma base para a língua que conhecemos hoje como inglês e trouxeram um esporte, que datava de Minos em Creta, o esporte de caça de animais de grande porte. Este esporte foi desenvolvido do culto de adoração ao deus Guerreiro Mitras cujo adoradores davam significado a sua grandeza através de um jovem touro branco que era a forma que ele assumia para dar coragem aos seus seguidores na batalha.
Naqueles dias haviam bastantes cães grandes e ferozes, geralmente selvagens, que eram capturados e usados para esporte dos soldados. Através dos anos, os romanos foram incorporados nas tribos que eles haviam conquistado ou enviados para outras campanhas, mas sua civilização e seu esporte viveram e continuaram a prosperar entre seus descendentes, donos de terras e a realeza.
Durante estes mesmos anos, os cães se tornaram mais caracterizados, devido ao adestramento seletivo para servir aos esportes romanos e também devido ao fato de que somente os mais fortes e mais inteligentes cães sobreviviam ao esporte.
Vamos agora dar um grande salto através dos séculos e irmos para 1700 - uma época onde encontramos a classe média firmemente introduzida na sociedade inglesa, uma classe de comerciantes,ouro ,prata ,forjadores de metais, alfaiates, cozinheiros, etc. Esta classe copiou a moda, costumes e diversão da classe mais alta, dentre elas o esporte de caça de animais de grande porte.
Vamos também dar uma olhada no mundo canino desta época. Agora podemos ver tipos, raças quase verdadeiras: Terries, eattle dogs, pastores e um cão enorme chamado Bulldog (por razões óbvias) ou Mastiff que naquele tempo significava ''cão grande''. Havia o terrível Blue Paul, da Escócia, e o tão terrível quanto este chamado Alaunt, da Irlanda, todos testavam sua coragem contra os Bulls ingleses; eles eram criados com os grandes cães da Inglaterra e sua índole ataía os Bulls. Em 1800 o resultado desta procriação foi um animal de pernas longas pesado(80 á 90 libras) e você deve levar em consideração que estes cães não eram alimentados regularmente para garantir sua ferocidade contra o Bull.
Em meados de 1800 fora pobres para o homem da classe média; eles não mais podiam pagar pelos Bulls para praticarem o esporte antigo e sua popularidade decaiu. Em 1835, o esporte foi banido oficialmente. Alguns poucos seguidores do esporte desafiaram a lei e continuaram a praticá-lo sub-reptciamente durante muitos anos. Homens-da-lei-permanente, contudo, estavam ocupados desenvolvendo um novo esporte, um que não era tão dispendioso quanto à briga de cães. Havia bastantes cães que sobraram dos dias de caça aos animais de grande porte, cães enormes, ferozes, mas não tão rápidos e ágeis o suficiente para tornarem este novo esporte verdadeiramente excitante.
Vamos dar uma olhada no segmento da sociedade inglesa que havíamos ignorado; a classe baixa. Estes pobres desafortunados tiveram de tempos em tempos sérios problemas de vermes, ratos, para os quais eles também encontraram um remédio: Terriers. Enquanto as classes media e alta desenvolviam seus grandes cães para esporte, a classe baixa aperfeiçoava o Terrier para a sobrevivência.
Terriers pequenos, ágeis, flexíveis e musculosos, pegavam e comiam sua própria comida. Apesar de pequenos eles eram peitudos e fortes o bastante para arrancarem os ratos para fora da toca. Um Terrier era uma necessidade para o homem pobre qualquer raposa ladra de galinhas ou rato comedor de sementes era presa fácil para este Terrier.
O Terrier teve seu lugar na diversão do homem pobre, um esporte chamado ''caça ao rato''; ratos eram capturados e colocados em gaiolas, um buraco era cavado, as apostas feitas e ratos e Terriers eram soltos no buraco. O cão que pegava e matava mais ratos era declarado o vencedor, e seu dono voltava para casa com o bolso cheio de moedas.
Vários tipos de Terriers foram desenvolvidos, mas somente aqueles pertinentes a esta historia serão discutidos. O Terrier Branco Inglês, que se tornou extinto por volta de 1900, assemelhava-se com o que conhecemos hoje como Manchester Terier em tamanho e conformidade, mas com uma cabeça que se parecia com a do American (Pit) Bull Terrier de hoje. Era um cão muito game, mas talvez não tão game quanto o de cor preta-e-carvalho, o qual sobrevive hoje no Manchester Terrier, muito pouco mudado. Havia também o Fox Terrier, um pouco maior, um tipo mais corpulento de Terrier, adepto e capaz de pegar e matar o maior contendor para a comida da fazenda.
Ninguém sabe quem primeiro pensou em criar o enorme Bulldog com os ágeis Terriers, nem onde se encontravam registros preciosos, mas aparentemente isto foi manipulação com sucesso pelos mineradores de carvão e ferro da Inglaterra central na área de Staffordshire e foram chamados de Bull-e-Terrier.
O Bull-e-Terrier rapidamente ganhou popularidade entre os homens do esporte. Regras eram estabelecidas e geralmente acatadas como um ponto de honra mas a melhor faceta desta mais nova raça era sua propensidade em relação à humanidade, a qual permitia ao dono estar participando do esporte, estimulando seu cão com as mãos e a voz, bem diferente da condição inacessível e de espectador imposta pelo esporte de caça.
O esporte então tomou lugar nas velhas arenas, esquinas, celeiros e abrigos, mas uma vez mais a classe media estava em ascensão e se interessou pelo esporte e pelo Bull-e-Terrier. Logo quase todo pulo e pousada tinha uma pequena arena num quarto separado, ou no salão principal, dependendo do tamanho do estabelecimento. Estas arenas se tornaram conhecidas como ''pits'', nome tirado do esporte de caça ao rato da velha classe baixa, e é claro, o termo lutar foi logo chamado de ''pittino'' e os cães vencedores recebiam o nome de ''Pit Dogs''. Tornou-se símbolo de elegância para os jovens almofadinhas serem vistos pela cidade com um Bull-e-Terrier debaixo do braço. Levar seus cães a um Pub os permitiria permanecerem no bar para todos verem e fazerem apostas, onde o barman cuidava do dinheiro.
Enquanto isso o velho Bulldog estava se tornando um raridade devido a estar sendo usado como base de existência para um mais nova e mais ágil raça; apenas alguns homens ainda dedicados ao antigo esporte romano conseguiram salvar a raça da extinção. Estes homens eram donos de terras e podiam muito bem pagar pelo recém introduzido cão da China que estava causando bastante agitação entre a realeza daqueles dias; o Pug Clines. Ao procriarem Bulldogs e Pugs, estes homens desenvolveram gradualmente o pernas-curtas, rabo-torcido, largo e atarracado tipo de raça dos dias modernos que conhecemos como o Bulldog.
Os Bull-e-Terriers de Staffordshire haviam ganhado uma reputação considerável por seu gameness e performance e provavelmente devido á comunidade de processamento de malhas estes cães ganharam um tipo bem definido; tornaram-se conhecidos como os Staffordshire Bull Terrier, mas este nome não foi oficial até 1935, quando o English Kennel Club o designou como tal e o reconheceu como uma raça pura.
Vamos agora voltar a historia mais uma vez, e desta vez ao hemisfério ocidental e a colonização da América e Canadá. Onde quer que o homem vá ele leva seus cães, e os Terriers estavam numa demanda tão grande no mundo novo quanto esteve no velho, assim como estavam o grande e feroz tipo de Bulldog que eram necessários para proteger o homem de saqueadores. Estes homens também precisavam de diversão e procuravam por seus cães para tal. Através dos anos um tipo de Bull-e-Terrier se desenvolveu aqui, um cão mais pesado, de ossadura mais larga do que seu primeiro inglês.
Pouco antes da guerra civil, os cães ingleses foram trazidos para a América por comerciantes marinheiros e mercadantes, e o esporte de briga de cães prosperou nos portos das cidades. Os tipos de Bull-e-Terrier Ingleses e Americanos foram cruzados e refinados através do esforço conjunto dos homens neste esporte.
O Sr.C.B. Benner, um renomado esportista e criador, organizou um livro e um escritório de registros em 1898. Ele designou o nome American (Pit) Bull Terrier para a raça. Sr. Bennet também estabeleceu regras que governassem as ''pittings'' e também um padrão oficial da raça que permanece até hoje.
O United Kennel Club foi estabelecido há 77 anos atrás pelo Sr Bennet pelo fundo angariado com o registro do American (Pit) Bull Terrier, e cresceu para se tornar o segundo maior escritório de registros dos Estados Unidos.
O American (Pit) Bull Terrier é considerado o mais poderoso cão já desenvolvido ainda que sejam conhecidos por seu temperamento estável e devoção aos humanos. A versatilidade da raça é talvez sua mais impressionante característica.Todos nos sabemos de sua reputação de bravura no Pit, então iremos falar agora de outras qualidades menos conhecidas.
Esta raça não é conhecida como um mordedor indiscriminado de pessoas. Ele tem a habilidade nata de distinguir entre uma agressão real e uma brincadeira; portanto ele é uma compania ótima para a família que oferecerá proteção quando e se necessário. Ele é incomumente tolerante com pequenas crianças e aceita a rudeza delas como uma questão de idade, absorvendo a força da criança e brincando de acordo.
Adaptação é a palavra chave para esta raça. Seja para casa, apartamento, uma fazenda ou um canil. Dono de uma pelagem extremamente curta faz do abrigo algo mínimo; portanto, a única preocupação maior a de manter os dentes livres de tártaro, as orelhas livres de ácaros e sujeira e as unhas aparadas para prevenir rasgos.
Séculos de dependência não só da força mas também da sagacidade para sobrevivência da raça produziram um altíssimo intelecto na mesma. Devido a esta inteligência e disposição em agradar, o American (Pit) Bull Terrier é facilmente treinado e muito raramente esquece o que aprende. O cão tem grande capacidade de atenção e vontade própria o que muitas vezes o torna mais esperto do que seus donos.
Por volta de 1900 o American (Pit) Bull Terrier era um dos cães mais populares na América. Durante a 1º Guerra Mundial a raça representou a ''velha glória'' nos cartazes de nossos aliados com o atarracado Bulldog inglês como representante da ''União Jack'' e o Bulldog Francês a bandeira ''Tricolor''. Nenhuma historia de raça é completa se não mencionar Pete, o canino de olho-coroado, a compania cômica dos garotos da ''Our Gang''.
Pete tem a distinção de ser o primeiro Staffordshire Terrier registrado pelo A.K.C..Hoje estamos vendo novamente o ressurgido da popularidade desta raça verdadeiramente excelente; o American (Pit) Bull Terrier.

Cherie Kavanaugh Pub. Dir. A.(P)B.T.C.S.C. 9084 G3rd Street
Riverside, CA92509


Historia adicional do American (Pit) Bull Terrier - Por L. Dillon


Eu fiquei intrigado e de alguma forma perplexo com os esforços literários de Cherie Kavanaugh na edição do Bloodlines de Janeiro-fevereiro. Naquele numero em particular C. Kavanaugh oferece ao leitor uma definição de dicionário da palavra ''esporte''. Eu sugeriria a ela, antes que decida escrever outra ''historia'' do American (Pit) Bull Terrier - mesmo que breve - que ela pesquise o significado de historia. Os estudantes de historia baseiam suas opiniões em evidencias reais contemporâneas, sem a qual só se tem uma ficção. C. Kavanaugh, em minha opinião escreve ficção.
Para ilustrar meu ponto de vista: em seu artigo ''Uma Breve Historia de uma Grande Raça'', parágrafo 1, ela afirma que os romanos trouxeram o ''Bull-baiting''(caça ao animal de grande porte) como uma forma de esporte para a Grã-Bretanha. Eu a desafio a produzir qualquer prova firme contemporânea que seja da validade histórica deste depoimento. Se ela não pode provar este primeiro ponto, então o segundo ponto torna-se sem sentido no 2ºparágrafo; ''que o esporte continuou'', assim também seu terceiro parágrafo que diz ''que os cães se tornaram mais caracterizados devido á procriação seletiva para o esporte romano''.
No parágrafo 5, a declaração dela de que ''havia o terrível Blue Paul da Escócia'' está errada. A área de mineração de Seghill fora a cidade de New-Castle, Inglaterra, era famosa no século 19 por seus Bulldogs lutadores. O campeão destes famosos animais era uma notável cadela de propriedade de Jack Simms chamada ''Poll'' (Poll ou Polly era um nome feminino bastante comum naquela época). A fama de Poll se espalhou pelo norte da Inglaterra e Blue Poll se tornou um nome bem comum. Conseqüentemente Simms costumava colocar sua Cathey trouxe um certo numero destes cães de volta para a Escócia onde se tornou moda. Como se lembra como o dialeto escocês requere um ''R'' decididamente enrolado, está evidente como o nome Poll se tornou eventualmente corrompido em Paul.
Parágrafo 6 afirma que por volta de 1800 os tempos eram de pobreza para o homem da classe media...eles não podiam pagar pelo Bull-baiting. O parágrafo seguinte sugere que a briga de cães era um esporte novo desenvolvido como uma conseqüência da proibição do Bull-baiting em 1835. Ambas afirmações estão incorretas. Este período (1800) foi um dos melhores e mais prósperos para a classe media e a briga de cães já era um esporte estabelecido.
Os Pits em Duck Lane. Westminster, Londres, funcionava ás segundas e quartas á noite. s fregueses que freqüentavam a quarta-feira, 23 de maio de 1816 pagaram a enorme quantia de dois Xelins de entrada para verem um cão de onze anos, vencedor de 30 com 50 guinéis- uma rincipesca quantia naqueles dias! Uma fotocópia do ''Life in London'' publicado em 19 de julho de 1821 irá, sem mais comentários, confirmar meu ponto de vista.

1. Uma Revolta Italiana
Uma novidade surpreendente no circulo do esporte.
Na terça-feira 05 de setenbro ás sete horas da noite um combate especial seta decidido no Westminster Pit por 100 guinéis entre aquela extraordinária e celebrada criatura, o famoso Monkey Italiano.
Jacco Maccacco, de Hoxton, terceiro primo do reconhecido Theodore Magocco de fama incomparável e um cão de propriedade de um nobre bastante conhecido no circulo.
N.B., o dono de Monkey, tendo-o adquirido à grande despesa devido a seus talentos maravilhosos, pede para noticiar que outra pessoa iniciou a briga com o Monkey no dia anterior a esta competição com a intenção de machuca-lo e faze-lo decepcionar o público.
Depois desta luta Cambevell Black e Tanned Dog e o conhecido Stafford Dog; e uma luta entre duas cadelas, propriedade de dois cavalheiros bem conhecidos. Para encerar haverá uma luta de ursos.

Noites regulares, Segundas e Quartas

No parágrafo 8 e 9 é sugerido que as classes baixas, a fim de sobreviverem, desenvolveram o Terrier para matar ratos devoradores e raposas que roubavam galinhas. Na verdade o Estatuto de 1389 proibia as famílias com uma renda abaixo de 40 xelins por ano a possuir um cão de esporte. Aparentemente, anterior ao Estatuto, os nativos locais haviam feito sérias invasões dentro da câmara que mantinha o jogo, levando seus cães como assistentes.
Eu poderia continuar a apresentar mais fatos, mas irei concluir com um item final. No parágrafo 13, C. Kavanaugh se refere à fraternidade dos cães lutadores como ''Refinados esportistas''. Ainda adiante no ''To Those Who Fight Dogs'', ela parece achar que eles não são nada além de Refinados.

Fontes de pesquisa:
1- O Jornal Ilustrado Kennel - 15 de dezembro de 1905
2- Anedotas Esportivas. P.Egan. publicado em Londres 1ºde janeiro de 1820
3- Vida em Londres P.Egan. publicado pela Chatto & Windus, Londres, 1821
4- Historia Social Inglesa Ilustrada. G.M. Trevelyan. Publicada pela Longmans em 1942.

 

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