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Historias parte 3

Comentário sobre a historia da raça
                  Por Richard F. Stratton 


Vários meses atrás eu apresentei ao Bloodlines uma versão pouco diferente da história de nossa raça, diferente da que tem sido comumente aceita.(a verdade é que ninguém havia publicado nenhuma pesquisa original sobre a historia do American (Pit) Bull Terrier. Antes, a maioria dos escritores pareciam considerar nossa raça um gêmeo do Bull Terrier e simplesmente pegou emprestada a historia desta raça substituindo-a pela nossa, onde pensaram que a encaixaria no mesmo esquema). Os leitores talvez se recordem que apontei que haviam evidencias que uma linhagem de luta existiu mesmo nos tempos antigos e que eram conhecidos por vários nomes dependendo da época e referencia geográfica envolvida. Então, Mastiff, Molossa, Bandog, Bulldog, Bullenbeser, Barenbeiser, Blue Paul(Poll), Red Smut e uma miríade de outros termos poderiam muito bem ter sido aplicados à mesma linhagem( e às vezes, talvez, a variações da linhagem). Agora em que pontos devemos declarar esta linhagem como sendo nossa é difícil dizer, mas pinturas retratam cães (que se parecem bastante com o APBT de hoje) envolvidos em combates com todo tipo de feras incluído outros cães, por volta do século 12!
Mês passado, a Sra Kavanaugh realizou um excelente trabalho de explicar a versão tradicional da origem da raça. Agora, seguindo meus artigos da maneira que estão, a apresentação dela pode parecer confusa para os novatos, mas me oferece uma oportunidade de apontar algumas inclusões na teoria tradicional da historia da raça. Contudo, eu quero enfatizar que o que se segue não deve de maneira alguma ser tomado como um criticismo a Sra Kavanaugh. O que eu estou atacando é a visão histórica que foi habilmente parafraseada.
Uma das franquezas principais da visão tradicional é que ela é baseada solidamente em escritas feitas por volta do ultimo século. Houveram poucos autores envolvidos e o que quer que escreviam deveria ser considerado como evidencia atestada (geralmente considerados a forma mais fraca de evidencia). No entanto, suas escritas forneciam uma fundação fraca para basear qualquer conceito da origem da nossa raça.
Sra Kavanaugh declara que quando o Bull baiting foi ilegalizado, brigas de cães se tornaram populares e o velho Bulldog era muito grande e faltava agilidade para tal atividade. Primeiro havia ampla evidencia em pinturas e entalhes de que brigas de cães como esporte não era raridade muito antes do Bull baiting perder seus seguidores. O Bulldog lutava contra todo tipo de feras incluindo leões! Não há duvida de que ele reina supremo no combate cão-a-cão. Quanto ao seu tamanho, este variou da mesma maneira que acontece hoje (noAPBT). Naturalmente que os indivíduos maiores eram os favoritos para o Bull baiting, mas muitas pinturas mostram indivíduos pequenos sendo usados juntamente com os grandes. E não existe razão nenhuma para acreditar que a raça tinha falhas na habilidade. Além disso ele teria que ser ágil até mesmo para o Bull baiting.Provavelmente seja verdade que em certos países (tais como Irlanda e ou Inglaterra) os tipos menores começavam a se tornar os favoritos para o fighting porque eles eram mais fáceis de tratar, fáceis de esconder e mais baratos para alimentar. Com isto os criadores tinham que selecionar os Bulldogs menores para seu estoque de ninhadas. Não havia motivo para fazer um cruzamento com outra raça e assim perder o gameness e a agilidade que foi adquirida por séculos de criações seletivas.
Os vários Terriers que existiram na época do cruzamento alegado foram citados por Kavanaugh como sendo game. Na verdade, não há razão para acreditar nisto. Vermes e ratos seriam capazes de treinar o gameness de um cão? Dificilmente! (stone-henge - provavelmente o mais respeitado destes autores do século 19 dos quais temos falado - lista do Bull Terrier dentro de uma seção de raças cruzadas e ele parece insinuar que o Bulldog foi cruzado com o Terrier para aumentar o gameness do Terrier. Agora, amigos, não são preciso tanto gameness para um cão dar cabo de um rato, então o comentário de Stonehence não é muito lisonjeiro para o gameness de seus Terriers contemporâneos). Quanto aos White Terriers ingleses se parecerem com o Pit Bull, é realmente complicado de se afirmar, mas o montante de desenhos e entralhes que vi tinha uma pequena semelhança. Eu acredito que a Sra. Kavanaugh esteja se referindo às figuras do pequeno livro de Rosenblum sobre o Bull Terrier e o American Staffordshire Terrier, mas quem é que sabe o que aquele cão realmente é? Nenhuma fonte é fornecida.
Sra. Kavanaugh também especula que o velho Bulldog foi cruzado com o Pug e então adquiriu a forma branquicefálica. Para colocar esta teoria numa perspectiva, deixe-me dizer que existem pinturas retratando o Bulldog branquicéfalo e escrito o descrevendo de mais de três séculos de idade. É isto que confunde o estudioso da história desta raça! Haviam dois Bulldogs. Um foi mantido como um animal de estimação ou como esquisitice rara. O outro foi usado para lutar, caçar ou para tomar conta de propriedades. Provavelmente houve cruzamentos diferentes entre estes dois tipos. Mas tomara que tenham sido raros. De qualquer maneira, o ponto é que o Bulldog branquicefalo permaneceu pelos arredores por muito tempo e foi provavelmente o resultado de uma criação seletiva que iniciou uma espécie mal formada ao acaso. A forma branquicéfala era popular em diversos tipos de cães (e.g. O Spaniel do Rei Clarles, Pug, Pekingese,etc.) porque apresentava uma aparência exótica e engraçada. Contudo, no Bulldog, isto lhe rendeu uma inutilidade como lutador, porque indivíduos assim não tinham poder de mordida.
É certamente verdade que o American Pit Bull Terrier é um bom caçador e que pode ás vezes rastrear razoavelmente bem - embora, claro, não tão bem quanto um verdadeiro cão farejador. Contudo, a raça não é certamente inútil se for contra gatos selvagens, eles parecem ser capazes de mata-los quase tão facilmente quanto um gato doméstico (incidentemente, eu gostaria de interpor aqui que caçar com u APBT pode ser mais socialmente aceitável do que o Pit Fighting, mas é certamente mais cruel. Numa luta de pit você tem dois animais criados para amarem o que fazem. Usando Pit Bulls para caçar javalis ou gatos selvagens - ou qualquer outro - envolve impor uma morte horrível a um animal que seguramente não foi criado para gostar disso!).
Pit Bulls não são páreo para um urso, claro, mas um urso não é game e não fugiria do Pit Bull mesgo experimentando a intensidade de seu ataque. Se você tiver a chance de assistir ao filme ''The Yearline'' na televisão, assista e você irá observar uma seqüência de caça ao urso na qual um Pit Bull e um Coonhound preto e marrom cercam um urso. O round fica recuado, longe do perigo, dando mordidas no ar e latindo. Apesar de pequeno, o Pit Bull se fecha com o urso e impõe-se admiravelmente ainda conseguindo sobreviver (a historia como o filme foi feito e de onde veio o cão é uma historia que deixarei para outra oportunidade).
Acho que seria um erro dizer que o método de luta do Pit Bull acabaria por leva-lo à sua destruição quando contra um urso. Escritores românticos tais como Jack London e Albert Payson Terhune, propagaram a idéia enganosa de que raças diferentes têm estilos diferentes de luta. Assim os escritores irão falar do estilo de ''rasgar'' do lobo ou husky ou da colie ao invés do estilo de ''imobilizar'' das raças do Bulldog. O que os escritores fizeram foi uma má interpretação de certos comportamentos dos cães (e lobos) que eles observaram.
O ''agarrar'' é um eufemismo para morder. E morder (o ar) é um componente de um comportamento técnico conhecido como ''demonstração de ameaça''. O motivo de um Pit Bull segurar mais que outros cães é porque ele não tem a disposição para ameaçar ou blefar indo direto ao que interessa. ''Agarre-se como um Bulldog'' é um termo que não deixará nossa língua tão cedo, mas é devido ao gameness do animal e não à diferença de estilos de luta. Eu já vi huskies pegarem e segurarem, e vi filmes de lobos agarrados na perna de vítimas (o lobo é um animal maravilhoso e nenhum cão pode ficar á frente dele em muitos aspectos. Contudo ele não luta tão bem quanto um Pit Bull e nem pode rastrear como um farejador ou pastorear animais como uma Border Collie).
Mas, de volta a historia da raça. Alguns escritores dizem que o Bulldog original não existe mais. Eu digo ''aqui está o Bulldog original (APBT) vindo até nos dos tempos antigos, mantendo sua forma e gameness original e ele é realmente um animal único''. Talvez haja críticos deste ponto de vista e se houverem, que seja. Qualquer um que escreve algo deve esperar ser criticado e eu não sou tão intolerante por isto ter acontecido. Mas eu acho que a força do meu ponto de vista nesta instancia é que eu estou simplesmente relatando o óbvio. Porém, críticos podem achar difícil derrubar tabus.

 

''O que leva ao limite''

A batalha senhor, não deve ser somente para o forte
Patrick Henry

Pelo que os devotos do American Pit Bull Terrier sabem, nenhuma raça é páreo para o Pit Bull quando se trata de lutar. Esta é uma afirmação válida, mas a maioria dos criadores se torna tão enamorados da raça que outras afirmações ainda mais extravagantes também são feitas.
Ouvi pessoas dizerem contrariedades afirmando que o Pit Bull era insuperável em todas as áreas, desde a caça a pássaros a pastoreiamento. E a afirmação é a de que o American Pit Bull Terrier é o cão definitivo para todos os propósitos. Deixe-me dizer aqui que o objetivo deste livro é o de dar a raça suas atribuições devidas, mas sem vender mais do que ele vale. Para colocarmos estas afirmações sobre o Pit Bull ser um cão para todos os propósitos, por excelência, dentro de uma perspectiva, vamos considerar o fato de que quase toda raça de cães que não foi criada para um propósito particular (pastorear, caçar, correr, etc) foi vendido como um grande cão para ''todos os propósitos''. Na verdade, estas raças são conhecidas como ''queima-carnes'' inúteis. Dr. Leon Whitney em seu livro ''A verdade sobre Cães'' fala de um Weimaraner como uns que foi super valorizado e vendido como uma raça para qualquer propósito. O que resultou na raça se tornado uma piada entre os verdadeiros conhecedores de cães. Para ser honesto, os criadores não vão realmente a nenhum grande extremo. Tudo que tentaram foi desenvolver uma raça que iria seguir o jogo, apontar pássaros e recuperar coisas da água. O que eles acabaram fazendo foi criar um cão que foi destacado por especialistas como excelente em todas esta áreas. Na verdade, atividades de rastrear e apontar trabalhavam uma contra a outra. É fácil de entende isto quando aprendemos que um cão caçador do pássaro Bona fide sinaliza avisando-o de sua morte e colocar o focinho no chão dando uma indicação de rastreamento. Agora, ao meu ver, criadores modernos do Weimaraner têm traçado um longo caminho a fim de retificar os erros dos promotores antigos. Mas eu odeio ver qualquer cão envolvido numa campanha como sendo um cão para ''todo propósito''. Não existe tal animal - nem mesmo o American Pit Bull Terrier é assim.
É verdade que os indivíduos de nossa raça tem se distinguido como recuperadores ou cão de pássaros ou até mesmo cão pastor. Mas é preciso entender que estes indivíduos são exceções a regra do que você pode esperar da raça. Acho que uma das razões pelas quais alguns criadores promulgaram o mito sobre a raça de cães para todo o propósito se deve ao fato de sua área de especialidade ser a luta e as pessoas tem uma tendência de jogar com este fato. Mas é um fato que está em primeiro lugar na importância em entender a raça.
Foram incontáveis séculos envolvidos no desenvolvimento do American Pit Bull Terrier para se tornar uma maquina de luta alem do comparável. E aquelas pessoas que dizem de outras raças o superando estão meramente demonstrando sua própria ignorância. Claro, não é todo Pit Bull perito naquilo para o qual foi criado, contudo, existem historias feitas pelos próprios criadores que um dia foram contadas sobre como abateram o grande John L. Fullivan! Considerando que algumas raças superam em três vezes o Pit Bull no peso, seu domínio sobre ele é um fenômeno único. Longe de ser descartada, a habilidade de luta do cão deveria ser uma fonte de discussão e de muito estudo.
Agora quanto ao que dá a raça o fantástico alcance de luta é que a raça tem uma vantagem de habilidade intuitiva para luta. Ele tem um censo de força de uma alavanca embutido e uma habilidade única de trabalhar a ''pegada'' para uma vantagem a melhor possível. Sua qualidade muscular e coordenação são obviamente superiores àqueles de outras raças.
Em termos de estrutura física, estamos todos à par de que os Pit Bulls do passado variaram, mas eles tenderam a manter a estrutura altamente muscular mas também bem flexível. E, é claro, uma das primeiras coisas que o novato nota sobre a raça é a larga e ameaçadora aparência de sua cabeça. O que se segue é uma conjectura sobre os possíveis benefícios da construção física do American Pit Bull Terrier.
Geralmente o tipo atarracado e de construção muscular é considerado como sendo o melhor porque é o tipo mais forte. Mas qualquer um que tenha lidado com estes cães por qualquer período de tempo sabe que até mesmo o mais esbelto pode ser igualmente forte e ter uma vantagem na ação. É opinião minha que até mesmo o mais atarracado é capaz de uma força de punição melhor e de ser vantajoso na velocidade (em termos de esquivadas e mudança de posição).
Uma cabeça grande parece ter vantagens óbvias. Torna a mandíbula maior e coloca toda a musculatura a serviço desta mandíbula. Uma das vantagens de mandíbula grande é a dissipação maior do calor. Um cão não transpira como um humano, mas sim alivia o excesso de calor pela boca. Quanto mais tecido for liberado, melhor.
As características físicas que foram mencionadas estão relacionadas a outros cães também e geralmente não existem muitas diferenças. De alguma maneira os extremos parecem trabalhar contra o cão, o que é algo que alguém precisa dizer a alguns criadores que estão criando cabeças tão grandes que seus cães praticamente tombam pra frente. A postura aberta tem sido justificada pela curiosa teoria de que previne o cão de ser derrubado. Coordenação precisa, jogo de patas rápido e um bom censo de equilíbrio e força são as coisas que realmente irão impedir o cão de ser derrubado.
Mas a verdade é que não é tão importante assim se o cão dor derrubado ou não. Um bom cão se protege mesmo por baixo e alguns cães parecem preferir estar por baixo para assegurar uma pegada mais favorecida.
Uma outra coisa: ouvi pessoas de equipe de criação desfavorece o Pit Bull reclamando sobre sua falta de conformidade. A resposta para isso, é claro, é que a raça foi criada para performance, não conformação. Contudo, o American Pit Bull Terrier tem uma melor conformidade longitudinal do que todas as outras raças de show. Isto significa que o APBT aparentava o mesmo ao longo de centenas de anos atrás enquanto quase todas as raças de show mudam com mudança extravagante de estilos e a aparência delas de cem anos atrás foi considerada mudada. Basta olhar as velhas figuras de Boxe, Mastiffs ou Collies! Outro comentário que vi foi o de que a equipe viu um campeão Pit (ou sua foto) e ficaram desapontados por ele não ter uma cabeça larga o suficiente ou o peito aberto o suficiente para condizer com a raça.
Em qualquer caso, qualquer conhecedor de Pit Bull irá dizer que a aparência física de um cão de luta não é tão importante. A diferença real que separa o Pit Bull de outras raças esta dentro da cabeça dele. É seu amor desinteresseiro pela luta o que o leva ao limite. Este amor tem um efeito intimidador sobre outros cães - especialmente se eles não forem Pit Bulls! Afinal há algo de assustador num oponente que continua indo pra cima de você mesmo depois de ter feito tudo de mais terrível para impedi-lo. Alguns acham este amor tão santificado pela batalha uma condição psicótica, mas na verdade não é. É simplesmente uma questão de linhagem. Outros até acham que o Pit Bull é cheiro-de-odio, mas isto não é verdade também.

Em breve mais historias....

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